Diabetes uma doença silenciosa

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  • 14 de novembro de 2013

A Diabetes Mellitus é uma doença que ocorre quando o organismo não produz insulina suficiente ou não consegue utilizá-la de forma adequada. A insulina é um hormônio, produzido pelo pâncreas, que regula a quantidade de açúcar no sangue.

No mundo existem mais de 190 milhões de pessoas com a doença. Há aproximadamente 25% das pessoas com diabetes tipo I (chamado de Diabetes Insulino-dependente) e de 5 a 10% dos portadores de diabetes tipo II que desenvolve insuficiência nos rins. Existem projeções que esse número poderá crescer para até 330 milhões até 2025, devido ao crescimento da população, seu envelhecimento e à urbanização.

Diabetes Tipo II

A Diabetes do Tipo II (mais comum dos casos), habitualmente, ocorre em pessoas com idade acima dos 45 anos e se não controlada, pode ser responsável pelo desenvolvimento de hipertensão arterial e o endurecimento das artérias (arteriosclerose), originando doenças do coração e dos vasos sanguíneos.

A doença pode ser detectada por meio de testes simples que pesquisam a presença de açúcar na urina ou que avaliam a quantidade desta substância no sangue. Contudo, o diagnóstico deve ser comprovado através do exame laboratorial de sangue (glicemia).

Causas da doença

Após a manifestação da doença no organismo, pode ocorrer danos dos vasos sanguíneos dos rins. O primeiro sinal do problema renal é a presença de albumina (um tipo de proteína) na urina. A diabetes pode também prejudicar os nervos do corpo, sendo que a pressão resultante da bexiga cheia, devido a uma maior dificuldade em esvaziá-la, pode afetar os rins. Além disso, se a urina permanecer na bexiga por muito tempo, pode provocar uma infeção do trato urinário, que acontece com maior facilidade em doentes diabéticos pois as bactérias crescem rapidamente na urina com um elevado nível de açúcar.

Existem fatores de risco que devem ser acompanhados bem de perto em pessoas com idade igual ou superior a 45 anos: histórico familiar de Diabetes Mellitus (pais, filhos e irmãos); excesso de peso (IMC igual ou maior a 25Kg/m²); sedentarismo; taxa de HDL-c (colesterol “bom”) baixa ou de triglicerídeos elevados; hipertensão arterial; Diabetes Mellitus gestacional prévio; macrossomia ou histórico de abortos de repetição ou mortalidade perinatal; uso de medicamentos hiperglicemiantes: corticosteroides (hormônios esteroides produzido pelas glândulas suprarrenais), tiazídicos (que atuam no rim, aumentando o volume e diminuindo a concentração da urina), betabloqueadores (capazes de bloquear os receptores da Noradrenalina).

Aos pacientes que já apresentam a Diabetes

A correta manutenção dos níveis de açúcar no sangue pode reduzir o risco de insuficiência renal crônica. Os indivíduos com diabetes devem:

– Realizar exames laboratoriais pelo menos uma vez por ano;

– Verificar a pressão arterial com frequência e tomar os medicamentos prescritos pelo seu médico;

– Fazer exames de sangue para controlar os níveis de açúcar e a função renal com base no valor de creatinina no sangue;

– Seguir a dieta para diabetes e fazer exercício físico regularmente;

– Evitar o álcool e o tabaco.

Sintomas mais comuns

Tendo um aumento da glicemia e de complicações crônicas, os sintomas podem variar com sede excessiva, aumento do volume da urina, aumento do número de micções, surgimento de hábitos de urinar à noite, fadiga, fraqueza, tonturas, visão borrada, aumento de apetite e perda de peso.

Estes sintomas tendem a agravar progressivamente e podem levar a complicações severas. Os sintomas das complicações envolvem queixas visuais, cardíacas, circulatórias, digestivas, renais, urinárias, neurológicas, dermatológicas e ortopédicas, entre outras.

O importante é que após surgir alguns destes sintomas, o paciente imediatamente deve procurar um especialista, para regularizar a doença.

Fontes:
www.sbn.org.br
www.abcdasaude.com.br

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