Diálise Peritoneal

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  • 18 de novembro de 2013

A membrana peritoneal é uma membrana que reveste toda a cavidade abdominal. Se fosse totalmente estendida, teria uma superfície de dois metros quadrados. A Diálise Peritoneal utiliza esta membrana para filtrar o sangue, que possui área de filtração suficiente para cumprir a função de limpeza das substâncias retidas pela insuficiência renal terminal.

A diálise peritoneal é indicada para pacientes que apresentam quadros de insuficiência renal aguda ou crônica.

A indicação de iniciar esse tratamento é feita pelo seu médico especialista em doenças dos rins (o nefrologista), que avalia o organismo através de:

– consulta médica, investigando os seus sintomas e examinando o seu corpo;

– dosagem de ureia e creatinina no sangue;

– dosagem de potássio no sangue;

– dosagem de ácidos no sangue;

– quantidade de urina produzida durante um dia e uma noite (urina de 24 horas e creatinina na urina de 24 horas);

– cálculo da porcentagem de funcionamento dos rins (clearance de creatinina);

– avaliação de anemia (hemograma, dosagem de ferro, saturação de ferro e ferritina);

Através da consulta é possível começar o tratamento com remédios que podem controlar os sintomas e estabilizar a doença. Nos casos em que os remédios não são suficientes e a doença progride, pode se iniciar a diálise peritoneal.

Para realizar a diálise peritoneal, primeiro é preciso que o paciente passe por uma intervenção cirúrgica colocando o cateter para as aplicações, assim, por ele passa a solução aquosa semelhante ao plasma. Esta solução permanece por um período necessário para que se realizem as trocas. Cada vez que uma solução nova é colocada dentro do abdômen e entra em contato com o peritônio, ele passa para a solução todos os tóxicos que devem ser retirados do organismo, realizando a função de filtração. Para realizar a mesma função de um rim normal trabalhando durante quatro horas, são necessárias 24 horas de diálise peritoneal ou 4 horas de hemodiálise.

A diálise peritoneal realizada no hospital é planejada segundo as necessidades do paciente, tendo em vista a situação da insuficiência renal terminal.

A diálise também pode ser realizada no domicílio do paciente, em local limpo e bem iluminado. Neste caso é conhecida como DPAC (diálise peritoneal ambulatorial crônica).

O próprio paciente introduz a solução na cavidade abdominal, fazendo três trocas diárias de quatro horas de duração e, depois de drenada, nova solução é introduzida e assim por diante. Dependendo do caso, pode permanecer filtrando durante a noite.

Como o tratamento é feito pelo próprio paciente ou por sua família, há maior liberdade para viajar, e maior independência em relação à clínica de diálise e à equipe médica e de enfermagem. Além disso, por ser uma terapia contínua, efetua a retirada constante de líquidos, substância tóxicas e sais minerais, o que possibilita maior liberdade de dieta. Por ser método mais suave, proporciona também maior preservação da função renal residual.

Vale lembrar que qualquer mudança no tratamento ou durante o procedimento, o médico imediatamente deverá ser comunicado. A diálise peritoneal pode ser usada cronicamente por anos, exigindo do paciente somente visitas médicas periódicas.

Fontes:

abcdasaude.com.br
sbn.org.br
mdsaude.com

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